Como um portão egípcio foi parar em um subúrbio de São Petersburgo?
As duas torres cor de areia são decoradas com baixos-relevos que ilustram cenas da vida no Egito Antigo, vida após a morte e lendas sobre os deuses Osíris e Ísis, bem como estátuas de faraós. Entre as torres há um portão de treliça.
O monumento foi erguido entre os anos de 1827 e 1830, conforme projeto do arquiteto escocês Adam Menelas. O esboço foi aprovado pelo próprio imperador Nicolau 1º — e a ideia de instalar o portão partiu dele. O imperador também queria honrar a memória de seu irmão mais velho, Alexandre 1º, que havia derrotado Napoleão (sabe-se que Bonaparte tinha grande interesse no Egito). No entanto, após a guerra com a França, a Rússia também foi dominada pela “egiptomania”. Esculturas de esfinges e uma ponte egípcia suspensa apareceram em São Petersburgo no século 19.
Tsárskoie Selô, na região de Leningrado, era a residência de verão da família imperial Romanov e foi ocupada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Embora tenha milagrosamente sobrevivido à guerra, o portão ficou seriamente danificado. Após o conflito, o monumento permaneceu um tom verde escuro por um bom tempo, até que as autoridades da cidade devolveram-lhe sua cor histórica de “areia” e uma via foi construída ao seu redor.
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