Cinco mamíferos pré-históricos que viveram no território da atual Rússia
Graças ao permafrost (solo permanentemente congelado), a Rússia mantém alguns dos fósseis mais bem preservados do mundo, permitindo-nos conhecer com detalhes excepcionais a aparência desses animais.
1. Mamute-lanoso ou mamute-lanudo (Mammuthus primigenius)
O mamute-lanoso é, sem dúvida, o animal pré-histórico mais emblemático da Rússia. Podia chegar até quatro metros de altura e pesar mais de oito toneladas. Sua pelagem espessa e uma camada de gordura com vários centímetros de espessura permitiam que sobrevivesse a temperaturas extremas. Diversos espécimes congelados foram encontrados na Sibéria com pele, músculos e até mesmo órgãos internos intactos, revolucionando o estudo dessa espécie.
2. ‘Unicórnio siberiano’ (Elasmotherium)
Popularmente conhecido como “unicórnio siberiano”, este rinoceronte gigantesco media quase cinco metros de comprimento e pesava mais de cinco toneladas. Um enorme chifre, provavelmente com mais de um metro, erguia-se de sua testa. Habitou as estepes do sul da Rússia e do Cáucaso até cerca de 39.000 anos atrás, coexistindo por milhares de anos com os primeiros seres humanos modernos (Homo sapiens).
3. Leão-das-cavernas (Panthera spelaea)
Maior do que qualquer leão atual, este predador dominava as planícies do norte da Eurásia. Alimentava-se de cavalos selvagens, bisontes, renas e até mesmo filhotes de mamute. Diversos leões-das-cavernas mumificados foram encontrados no permafrost siberiano em um estado de conservação extraordinário, mantendo inclusive parte de seus pelos e bigodes.
4. Rinoceronte-lanudo (Coelodonta antiquitatis)
Coberto por uma espessa pelagem e dotado de um enorme chifre frontal, o rinoceronte-lanudo era um dos grandes herbívoros da estepe glacial. Adaptado aos climas frios, vagava pelos vastos prados ao lado de mamutes e bisontes. Assim como no caso dos últimos, a Sibéria revelou espécimes congelados excepcionalmente bem preservados.
5. Bisonte-da-estepe (Bison priscus)
Ancestral do bisão moderno, era consideravelmente maior do que os atuais — alguns machos chegavam a ter mais de dois metros de altura e podiam pesar mais de uma tonelada e meia. Esses animais formavam enormes manadas que percorriam as estepes da Eurásia e eram uma das principais presas de leões-das-cavernas e caçadores pré-históricos.
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