Como surgiu a linha direta entre Washington e Moscou?
Antes da linha direta Washington-Moscou, levava de seis a 13 horas para transmitir e decifrar mensagens através dos canais diplomáticos oficiais. A crise dos mísseis cubanos de 1962 mostrou que essas velocidades eram inaceitáveis em situações de real emergência.
A linha direta é frequentemente apresentada como um telefone vermelho. Mas, na verdade, nunca foi um telefone — acreditava-se que as informações poderiam ser mal interpretadas durante o contato por voz. Primeiro era utilizado teletipo e, desde o final da década de 1970, canais de comunicação via satélite.
A linha de comunicação passava por Londres, Copenhague, Estocolmo e Helsinque. As mensagens eram transmitidas no idioma de origem, e tradutores trabalhavam na ponta receptora.
A primeira mensagem enviada de Washington foi: “The quick brown fox jumped over the lazy dog’s back 1234567890” (“A rápida raposa marrom saltou sobre as costas do cachorro preguiçoso 1234567890”, em português). A frase continha todas as letras do alfabeto inglês e também todos os algarismos.
A linha direta foi usada após o assassinato do presidente Kennedy, durante a Guerra dos Seis Dias e a Terceira Guerra Indo-Paquistanesa, e durante a entrada de tropas soviéticas no Afeganistão.
Mais recentemente, ela foi utilizada em casos de especial importância. Um exemplo ocorreu em 2001, quando o ministro russo da Defesa, Serguêi Ivanov, enviou condolências aos Estados Unidos após os ataques terroristas de 11 de setembro e expressou sua disposição para combater o terrorismo conjuntamente.
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