Como eram os escorpiões marinhos gigantes que viviam no território da atual Rússia?
Apesar do nome, eles não eram escorpiões de verdade, embora fossem parentes destes e de outros aracnídeos modernos. Esses artrópodes dominaram diversos ecossistemas aquáticos por centenas de milhões de anos, e algumas espécies atingiram tamanhos gigantescos.
Os euripterídeos estavam entre os predadores mais temíveis dos mares paleozoicos. Alguns deles eram também capazes de se deslocar temporariamente para a terra, como sugerem pegadas fossilizadas descobertas por paleontólogos.
Aliás, a Rússia revelou alguns dos fósseis mais interessantes desses animais. A revista científica “Global Geology”, em um estudo sobre os ecossistemas permianos dos Montes Urais Centrais, encontrou restos de euripterídeos em depósitos permianos na região de Cis-Urais (a área situada a oeste dos Montes Urais), demonstrando que tais animais ainda estavam presentes nos ecossistemas russos pouco antes da grande extinção no final da Era Paleozoica.
Reconstrução de euripterídeos com base em E. tetragonophthalmus
A Enciclopédia MDPI afirma que um dos últimos euripterídeos conhecidos provém precisamente de depósitos permianos na Rússia. Trata-se de Campylocephalus permianus, uma espécie que podia atingir quase um metro e meio — tamanho considerável para um artrópode.
Campylocephalus oculatus, um euripterídeo do Permiano Superior, no Bascortostão
No entanto, as descobertas russas não se limitam aos Montes Urais. Conforme estudos paleontológicos realizados na Sibéria, fósseis de euripterídeos e outros quelicerados primitivos foram encontrados em regiões como Cacássia, Península de Taimir e Bacia do Rio Ienissei, demonstrando que esses animais estavam amplamente distribuídos por todo o território russo durante o Paleozoico.
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