Como funcionam os relógios atômicos criados na URSS?
Até aquele momento, os sinais para verificar a hora exata eram obtidos por relógios de pêndulo. O operador de plantão informava a hora por telefone à estação de rádio, de onde o sinal era transmitido usando uma chave telegráfica. Porém, esse sistema ainda apresentava uma certa margem de erro.
Os relógios atômicos, bem mais precisos, não eram necessários somente para a vida cotidiana. O serviço especial de hora unificada de alta precisão, criado no instituto soviético, desenvolveu-os inicialmente para as Forças Armadas. Afinal, também eram indispensáveis para a aviação e a navegação, o rádio e a televisão, e os sistemas de comunicação — áreas nas quais até mesmo uma fração de segundo pode ser determinante.
Em 1964, surgiu um padrão capaz de reproduzir e manter a duração do segundo atômico e a escala atômica de tempo, baseado em geradores quânticos de hidrogênio e em um conjunto de relógios de quartzo de alta precisão.
O principal projetista dos relógios atômicos foi o cientista Serguêi Púchkin. O dispositivo ocupa diversas salas, com uma área total de mil metros quadrados, nas quais a temperatura, o nível de umidade e o campo magnético são mantidos constantes. Além disso, o edifício que o abriga foi construído sobre fundações resistentes a abalos sísmicos. Três anos depois, em 1967, o padrão foi oficialmente aprovado. Em 1972, os sinais das estações do Serviço Estatal de Tempo e Frequência foram sincronizados com a escala internacional.
Esses relógios atômicos soviéticos são considerados uns dos mais precisos do mundo; sua margem de erro é extraordinariamente pequena: aproximadamente um segundo a cada 500 mil anos, desde que o aparato tecnológico funcione sem que sejam necessárias correções.
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