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Sikhote-Alin, o dia em que ‘choveu ferro’ sobre a URSS

OpenAI
Na manhã de 12 de fevereiro de 1947, às 10h38, os habitantes da região de Primorie, no Extremo Oriente soviético, presenciaram um espetáculo extraordinário. Uma enorme bola de fogo atravessou o céu, deixando para trás um espesso rastro de fumaça. Em seguida, vieram as explosões: a onda de choque quebrou vidraças e chegou a arrancar árvores.

Um gigantesco meteorito tinha acabado de cair nas montanhas de Sikhote-Alin. De acordo com o Laboratório de Meteorítica do Instituto Vernádski, da Academia Russa de Ciências, o fenômeno pôde ser observado a centenas de quilômetros de distância.

O objeto, composto sobretudo de ferro (mais de 93%) e níquel, fragmentou-se violentamente ao atravessar a atmosfera e provocou uma chuva de metal sobre a taiga. Os fragmentos maiores abriram crateras; a maior delas, entre as estudadas, atingiu cerca de 26 metros de diâmetro e seis metros de profundidade.

A Academia de Ciências da URSS organizou rapidamente uma expedição científica ao local, liderada pelo astrônomo Vassíli Fessenkov. As investigações permitiram recuperar dezenas de milhares de fragmentos.

O Laboratório de Meteorítica russo aponta que foram coletadas ou registradas mais de 31 toneladas de material; já a Sociedade Meteorítica registra 23 toneladas como a massa conhecida da queda. O maior fragmento individual recuperado pesa nada menos que 1.745 quilos.

A queda teve, ainda, uma testemunha excepcional. O artista soviético Piotr Medvedev observou, da cidade de Iman, o enorme rastro que cruzara o céu e fez uma ilustração da cena que tinha acabado de presenciar. Aquela imagem acabou se tornando uma das representações mais famosas do acontecimento e, dez anos depois, foi reproduzida em um selo soviético dedicado ao meteorito de Sikhote-Alin.

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