Inspirado nas tradições tchuktchi, zoólogo russo criou arte de osso esculpido; veja
Smirin sonhava em viajar para Tchukotka, mas a oportunidade só surgiu em 1979. Ele viajou à região em uma expedição, viveu em uma tenda ao lado de uma colônia de morsas e as observou por longos períodos de tempo.
Enquanto estudava a fauna local, fez esboços das morsas, retratos de baleias e ursos polares, e paisagens do Cabo Dejnev e dos assentamentos de Intcheon e Pevek. Também participou de caçadas de morsas no mar com os habitantes locais. Durante a estada, o cientista se interessou, ainda, pela arte local de entalhe em osso.
Smirin acreditava que a habilidade dos artesãos tchuktchi de criar figuras de animais tão detalhadas e expressivas derivava de sua compreensão do comportamento animal (já que todos eram caçadores e pastores de renas), como também do profundo respeito que nutriam por eles.
O zoólogo abraçou a tradição e começou a criar figuras de animais nesse estilo. Saiba mais sobre o trabalho de Iúri Smirin na exposição “Viagem a Tchukotka”, que segue em cartaz no Museu Darwin de Estado em Moscou até 12 de abril.
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