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Conheça Ivan Golubkov, medalhista de ouro nas Paralimpíadas de Inverno de 2026

Mikhail Teréschenko / TASS
“Vou lutar com unhas e dentes”, prometeu Ivan Golubkov na véspera de sua partida para os Jogos Paralímpicos de Inverno de 2026, na Itália. O atleta de 30 anos já é seis vezes campeão mundial e nove vezes vencedor da Copa do Mundo.

Ivan Golubkov se apaixonou pelo esporte inspirado pela esquiadora Maria Iovleva, vencedora de duas medalhas de ouro e uma de prata nos Jogos Paralímpicos de 2010 em Vancouver, no Canadá. A menina, que nasceu com um distúrbio musculoesquelético, começou a esquiar aos dez anos. Descobriu-se que ela tinha talento – não apenas para corridas, mas também para tiro ao alvo. Iovleva entrou para a equipe paralímpica e se destacou no revezamento, biatlo e perseguição individual nos Jogos do Canadá. Uma coincidência notável: Maria cresceu no mesmo orfanato onde Vania Golubkov foi criado.

Iúri Kotchetkov / Sputnik

Ivan nasceu com espinha bífida, uma doença que afeta os membros inferiores. Seu espírito guerreiro o impediu de ficar entediado – aos seis anos de idade, ele começou a esquiar. No início, era simplesmente para se distrair, relaxar e se afastar do orfanato. Mais tarde, ele foi notado por Aleksandr Porchnev, treinador de Iovleva.

“O esqui cross-country é velocidade, adrenalina e emoção. Para uma criança, é apenas uma brincadeira de pega-pega e eu considerava tudo uma brincadeira, então nunca me sentia cansado e gostava muito." Entre seus primeiros fãs estava a lenda paralímpica Irina Gromova. Ela costumava gritar para ele: “Vamos lá, Vânia!”. Nove anos depois, Golubkov começaria a treinar com ela.

Iúri Kotchetkov / Sputnik

Atualmente, ele é um dos atletas paralímpicos mais fortes de sua modalidade. Foi seis vezes campeão mundial e nove vezes vencedor da Copa do Mundo. A única coisa que não vinha correndo conforme o planejado foram as Paralimpíadas: a equipe russa não foi autorizada a competir em Pyeongchang (2018) e Pequim (2022). Além disso, as coisas não começaram bem na Itália: Golubkov perdeu a rodada de qualificação do sprint e não conseguiu ficar entre os 12 primeiros. Mas, no dia seguinte (11), ele se vingou: levou o ouro nos 10 km individual sentado, completando o trajeto em 24 minutos e 5,8 segundos — a vantagem sobre o chinês Mao Zhongwu, que ficou em segundo lugar, foi de 17,6 segundos!

“Esta é a minha primeira medalha nos Jogos Paralímpicos. Estou feliz. Fiquei muito decepcionado ontem; foi a minha pior prova, mas hoje me recuperei e mostrei tudo de que era capaz. Não foi difícil para mim; assumi a liderança desde o primeiro segundo e me mantive na liderança até o final. O hino russo é o meu sonho. Essa [medalha] é para mim e para todo o nosso país.”

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