Conheça Anastasia Bagiyan, a esquiadora que debutou nas Paralimpíadas com duas medalhas de ouro

Buda Mendes / Getty Images
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Em sua primeira participação nos Jogos Paralímpicos, ela já garantiu duas medalhas de ouro para a seleção nacional: assim começaram os Jogos de Milão/Cortina para a esquiadora russa Anastasia Bagiyan.

Anastasia nasceu em 2001 na cidade de Perm. Ela perdeu a visão aos 15 anos e começou a esquiar dois anos depois, com total apoio dos pais. “Começamos a esquiar por conta própria, para distraí-la do estresse e conectá-la com a família, porque ela havia ficado muito retraída. E ela se adaptou bem... Queria que minha filha tivesse sucesso. Mesmo tendo perdido a visão, quero que ela tenha sucesso no esporte de uma forma que lhe dê prazer”, diz a sua mãe, Irina Bagiyan.

Mikhail Teréschenko / TASS
Mikhail Teréschenko / TASS

Anastasia treinou na Escola de Esportes Adaptados da Reserva Olímpica.

Em 2018, ela escolheu o esqui cross-country e começou a treinar com o técnico Aleksêi Turbin, bem como a trabalhar com o atleta de ponta Sergey Sinyakin (isso porque atletas com deficiência visual visão competem em duplas). O trabalho dele é traçar o percurso, coordenar os movimentos e garantir a segurança.

Bagiyan concilia a carreira no esporte com os estudos; atualmente, estuda na Academia Tchaikovsky de Educação Física. Ela segue um cronograma individual, para nunca perder treinos ou competições.

Anastasia se tornou membro da equipe paralímpica russa em 2021. Entre suas conquistas estão o bronze no Campeonato Mundial em Lillehammer, vitórias no Campeonato Russo de Esqui Cross-Country e Biatlo, além da Copa Russa de Esqui Cross-Country e Biatlo e dos Jogos Paralímpicos de Inverno ‘Estamos Juntos. Esporte’. “Ela sempre vence. Ela tem essa motivação para vencer. Nástia trabalha duro e é focada nos objetivos por natureza”, diz Turbin sobre a pupila.

O próprio presidente do Comitê Paralímpico Russo, Pável Rojkov, considera Anastasia uma aluna de “técnica refinada”.

Em janeiro de 2026, Bagiyan venceu a largada em massa em uma etapa da Copa do Mundo na Alemanha.

A recente vitória nas Paralimpíadas não foi fácil. Em Val di Fiemme, o clima mais quente deixou as pistas instáveis, então, decidiram não salgá-las. Muitos atletas caíram durante o treino, mas a dupla Bagiyan-Sinyakin superou essas dificuldades. No sprint clássico, na terça-feira (10), Anastasia terminou em primeiro lugar com o tempo de 3 minutos e 16,1 segundos – 9,2 segundos mais rápida que a alemã Linn Katzmaier, que ficou em segundo lugar.

Iúri Kotchetkov / Sputnik
Iúri Kotchetkov / Sputnik

“Estou tão feliz! Gostaria de dedicar este ouro a todo o país. A todos que torceram por nós. E gostaria de agradecer especialmente ao meu companheiro, Sergey Sinyakin, porque vencemos juntos”, disse Anastasia. Os torcedores também ficaram emocionados: “Isso é um milagre! Meus olhos se enchem de lágrimas!”, “Que garota inteligente ela é, e que cara incrível é o Sergey! É difícil até imaginar o quanto de trabalho essa vitória exigiu!”.

Nesta quarta-feira (11), a atleta conquistou o seu segundo ouro na competição: na prova individual de 10 km estilo clássico (largada individual), Nástia completou o trajeto em 29 minutos e 39,7 segundos. Não é à toa que o seu lema é: “Nunca pare por aí!”. 

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