Como era a Rússia Soviética em 1926

Boris Ignatóvitch/MAMM/MDF
Boris Ignatóvitch/MAMM/MDF
Vanguarda nas artes, erradicação do analfabetismo e desfiles de ginástica em massa. Como era a jovem pátria soviética há exatamente 100 anos?

Este ano marcou o período em que o governo soviético estava mais ativamente empenhado na transformação do país. Uma das principais missões era a erradicação do analfabetismo. O ensino escolar tornou-se universal e obrigatório, mas trabalhadores e camponeses adultos também eram mandados para aprender a ler e escrever.

Olga Ignatovitch/MAMM/MDF
Olga Ignatovitch/MAMM/MDF

Um dos objetivos era garantir que todos pudessem ler jornais e absorver a propaganda sobre as vantagens do novo sistema. Com o mesmo propósito, sessões de informação política eram realizadas em em fábricas, vilas e instituições.

Mikhail Smodor/Jornal «Komstromskáia stariná»
Mikhail Smodor/Jornal «Komstromskáia stariná»

No início da década de 1920, o rádio surgiu na URSS e foi ativamente promovido para que até mesmo os analfabetos pudessem ouvir notícias importantes.

Arkádi Chíchkin/MAMM/MDF
Arkádi Chíchkin/MAMM/MDF

O número de jornais e, consequentemente, de jornalistas, também crescia rapidamente. Correspondentes operários e rurais eram convidados a Moscou para os congressos de toda a URSS. Às vezes, isso parecia engraçado e até estranho.

Arkádi Chaikhet/MAMM/MDF
Arkádi Chaikhet/MAMM/MDF

Começou a era da fotografia vibrante. Todos os jornais tinham fotojornalistas, que registravam uma grande variedade de cenas da vida urbana.

Arkádi Chiaikhet/МАММ/MDF
Arkádi Chiaikhet/МАММ/MDF

Fosse uma vendedora ambulante de cigarros no centro de Moscou…

Aleksand Rôdtchenko/МАММ/MDF
Aleksand Rôdtchenko/МАММ/MDF

…ou trabalhadores em fila para receber seus salários semanais.

Autor desconhecido/Arquivo Central Estatal de Documentos Cinematográficos e Fotográficos de São Petersburgo
Autor desconhecido/Arquivo Central Estatal de Documentos Cinematográficos e Fotográficos de São Petersburgo

Abaixo vê-se Ióssif Stálin, ainda no início de sua ascensão ao poder e envolvido em uma luta interna do partido com opositores.

Arkádi Chaikhet/Coleção privada
Arkádi Chaikhet/Coleção privada

Os fotógrafos também registravam as paisagens da cidade. Algumas das relíquias da antiga Moscou já não existem mais, só podem ser lembradas por essas fotos. Por exemplo, a Muralha de Kitai-Gorod. As autoridades a demoliriam para alargar as estradas e facilitar o transporte.

Autor desconhecido/Museu de Moscou
Autor desconhecido/Museu de Moscou

Em abril de 1926, Moscou sofreu a maior inundação do período soviético. A água não baixou por dias, e as pessoas chegaram a se locomover de barco pelo centro da cidade.

Emmanuil Pletser/Muse de  Moscou
Emmanuil Pletser/Muse de Moscou

Um dos fotógrafos mais famosos da época foi Aleksandr Ródtchenko. Ele apresentava uma visão vanguardista, com novos ângulos, técnicas e temas.

Aleksandr Rôdchenko/MAMM/MDF
Aleksandr Rôdchenko/MAMM/MDF

Juntamente com a erradicação do analfabetismo, o governo soviético passou a se preocupar com a saúde dos cidadãos, abrindo sanatórios e estâncias de saúde e promovendo a cultura física e os esportes.

Autor desconhecido/MAMM/MDF
Autor desconhecido/MAMM/MDF

Desfiles enormes com atletas e ginastas começaram a ser realizados anualmente na Praça Vermelha, em Moscou.

Boris Ignatovitch/MAMM/MDF
Boris Ignatovitch/MAMM/MDF

O Dia do Trabalho – 1º de maio – tornou-se um dos principais feriados da União Soviética, promovendo manifestações públicas com slogans, bandeiras e flores por todo o país.

Mikhail Smodor/Jornal «Komstromskáia stariná»
Mikhail Smodor/Jornal «Komstromskáia stariná»

Um dos principais objetivos do governo na época era a industrialização e a eletrificação. Assim, em dezembro de 1926, foi inaugurada a Usina Hidrelétrica de Volkhov, uma das primeiras grandes usinas hidrelétricas do país. Durante o Cerco de Leningrado na Segunda Guerra Mundial, ela acabou fornecendo eletricidade para toda a cidade. A foto abaixo mostra uma reunião de operários durante a inauguração.

Autor desconhecido/MAMM/MDF
Autor desconhecido/MAMM/MDF

A década de 1920 também foi um período de florescimento cultural e literário, sobretudo de obras experimentais. A foto abaixo retrata o escritor Mikhail Bulgákov, autor de “O Mestre e Margarida”, no auge de sua popularidade.

Autor desconhecido/Museu de Mikhail Bulgakov
Autor desconhecido/Museu de Mikhail Bulgakov

Em 1926, a peça de Bulgákov “Os Dias dos Turbins” estreou no icônico Teatro de Arte de Moscou. Segundo rumores,  Stálin teria visto essa peça sobre a Guerra Civil mais de dez vezes.

Autor desconhecido/MAMM/MDF
Autor desconhecido/MAMM/MDF

Outras figuras icônicas da época foram Marina Tsvetáeva e o futuro ganhador do Prêmio Nobel, Boris Pasternak — que, aliás, tiveram um caso por correspondência.

Piotr Chumov/MAMM/MDF; Moissei Nappelbaum/Arquivo de Marina Stitch
Piotr Chumov/MAMM/MDF; Moissei Nappelbaum/Arquivo de Marina Stitch

O início da década de 1920 também foi marcado pela NEP, a Nova Política Econômica, que concedeu mais liberdade empreendedora às pessoas.

P.Mokienko/MAMM/MDF
P.Mokienko/MAMM/MDF

Estrangeiros curiosos começaram a visitar de bom grado a nova terra dos soviéticos. Por exemplo, os colegas de Charlie Chaplin e estrelas do cinema mudo americano, Mary Pickford e Douglas Fairbanks.

Autor desconhecido/MAMM/MDF
Autor desconhecido/MAMM/MDF

Os bolcheviques também se concentraram na educação e formação integral das crianças. Não apenas escolas e bibliotecas, mas também teatros e diversos grupos de atividades extracurriculares começaram a ser abertos em massa. A luta contra o desabrigo infantil e a abertura de orfanatos também eram prioridades na época.

Arkádi Chaikhet/MAMM/MDF
Arkádi Chaikhet/MAMM/MDF

Em 1926, foi realizado o primeiro censo populacional de toda a União Soviética: 147 milhões de pessoas viviam no país.

Ivan Suslov
Ivan Suslov

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