7 lugares literários em Moscou que valem a pena visitar
1. Lagoas do Patriarca: o local de encontro com o Diabo
É aqui que começa a trama mística do romance de Mikhail Bulgákov “O Mestre e Margarida”. Dois escritores soviéticos encontram um “estrangeiro” estranho chamado Woland, que acaba por ser o próprio Diabo.
Hoje, a área ao redor das Lagoas do Patriarca é um bairro elegante com cafés e restaurantes, mas, durante um bom tempo, havia uma placa de rua bem-humorada que dizia: “Proibido falar com estranhos” — lembrando os visitantes do icônico romance.
2. “Apartamento Sinistro” na Rua Bolshaya Sadovaya
Na década de 1920, Mikhail Bulgákov morou no apartamento comunitário nº 50, na Rua Bolshaya Sadovaya, nº 10. O escritor se sentia tão desconfortável ali que imortalizou esse lugar desagradável em seu romance “O Mestre e Margarida”. É lá que Woland e sua comitiva se instalam, e na sequência começa a acontecer todo tipo de maldade, além de pessoas começarem a desaparecer sem deixar rastro.
Hoje em dia, o apartamento abriga um museu dedicado a Bulgákov. Na entrada do prédio, os visitantes são recebidos por uma estátua do gato Behemoth, enquanto as paredes são cobertas com citações do romance.
3. Mansão dos Rostov na Rua Povarskaya
“Era dia de Santa Natália e o dia do nome de duas das Rostovs – a mãe e a filha mais nova – ambas chamadas Natália. Desde a manhã, carruagens com seis cavalos iam e vinham continuamente, trazendo visitantes para a grande casa da Condessa Rostova na Povarskaya, tão bem conhecida por toda Moscou” — é assim que Lev Tolstói descreve a casa dos Rostov em Moscou em seu romance ‘Guerra e Paz’. E a mansão ainda está de pé na Rua Povarskaya.
O próprio Tolstói visitou esta casa no número 53 muitas vezes e era até aparentado com seus donos, a família Bode-Kolitchev. A propósito, a casa permanece no ambiente literário: atualmente, ela abriga a Associação de Sindicatos de Escritores e Editores da Rússia.
4. Casa do Príncipe Bolkonski na Rua Vozdvizhenka
A família Bolkonski, de “Guerra e Paz”, morava no “antigo e sombrio casarão na Vozdvizhenka”. Essa casa pertencia, na verdade, ao avô de Tolstói, o príncipe Nikolai Volkonski, que serviu de protótipo para o velho Bolkonski no romance.
Além disso, foi nessa casa que Tolstói conheceu Praskovya Shcherbatova — considerada a inspiração para Kitty Shcherbatskaya no romance “Anna Karênina”.
Hoje, o prédio é alugado para escritórios, cafés e serve como sede de organizações públicas.
5. Boulevard Gogolevsky
Este é considerado o boulevard mais literário de Moscou. Ivan Turguêniev morou ali, Tolstói e Nikolai Gógol passeavam por lá — tanto é que a via foi renomeada em homenagem a Gógol em 1924 (antes era chamada de Boulevard Prechistensky). No final da rua, ergue-se um monumento ao escritor, enquanto, no meio dela, encontra-se um monumento a Mikhail Chôlokhov, apresentando uma composição escultural completa com cabeças de cavalos nadando, uma referência a “E o Don Tranquilo” e à Guerra Civil. O escritor morava nas proximidades, nas ruas laterais. O Boulevard Gogolevsky também aparece nas obras fantásticas de Kir Bulitchev e nos poemas da chamada Era de Prata.
6. Rua Arbat
Esta é a mais famosa rua de pedestres de Moscou. Em um de seus prédios mais antigos está o Apartamento Memorial Aleksandr Sergueiévitch Púchkin (o poeta não morou na cidade por muito tempo, porém, trouxe sua jovem esposa para esta mesma casa após o casamento). A Rua Arbat se tornou a protagonista do romance de Anatóli Ribakov, "Filhos da Arbat", sobre a União Soviética da década de 1930. A Arbat foi celebrada nas canções do compositor soviético Bulat Okudjava e também abriga o famoso Muro de Tsoi, onde os fãs da lenda do rock Viktor Tsoi se reúnem com frequência.
7. Vila dos escritores de Peredelkino
A ideia de estabelecer uma residência para escritores nos arredores de Moscou (que, ironicamente, agora está dentro dos limites da cidade) foi de Maksim Górki. Ela foi apoiada pelo próprio Stálin, que ordenou a construção de uma cidade inteira para escritores, onde eles pudessem viver com suas famílias e criar sem distrações.
Boris Pasternak, Iliá Ehrenburg, Kornêi Tchukóvski, Evguêni Ievtuchénko e muitos outros escritores viveram na vila de Peredelkino por anos. Hoje, existem várias casas-museu no local, além da restaurada Casa da Criatividade, que se tornou um ponto de encontro para eventos culturais.
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