Assim era o submarino elétrico russo inventado no século 19
A solução veio de uma tecnologia que, na época, dava seus primeiros passos: a eletricidade.
Segundo consta na antiga Enciclopédia Militar russa, em 1884, Djevetski substituiu a propulsão humana por acumuladores elétricos em um de seus submarinos.
Foto do submarino de Djevetski na Escola de Mergulho
Dos pedais à eletricidade
Em vez de criar uma embarcação totalmente nova, Djevetski transformou um de seus submarinos em um laboratório experimental.
Os arquivos de São Petersburgo detalham que uma das embarcações permaneceu em poder do inventor e foi utilizada para desenvolver, em 1885, um submarino equipado com um motor elétrico alimentado por acumuladores. A fonte russa o apresenta como “o primeiro submarino do mundo a empregar esse sistema de propulsão”.
As baterias utilizadas no equipamento estavam relacionadas aos trabalhos do físico e engenheiro eletricista russo Dmítri Latchínov, a quem Djevetski conhecia por meio da Sociedade Técnica Imperial Russa.
Quatro nós contra a correnteza do Nevá
A embarcação continuava minúscula. Segundo fontes no portal naval russo Flot.com, Djevetski instalou um motor elétrico de aproximadamente um cavalo de potência alimentado por baterias. Durante os testes, o submarino foi capaz de navegar submerso contra a correnteza do rio Nevá a cerca de quatro nós — cerca de 7,4 km/h.
A mudança em relação aos projetos anteriores de Djevetski era enorme: os tripulantes já não precisavam pedalar para mover a hélice; este trabalho era agora feito por uma bateria e um motor.
Ilustração do Dicionário Enciclopédico Brockhaus e Efron (1890-1907)
Um experimento à frente de seu tempo
Apesar dos resultados promissores, o submarino elétrico de Djevetski não chegou a se tornar uma nova série para a Marinha russa. Em uma antiga Enciclopédia Militar, explica-se que mudanças administrativas e a perda de interesse oficial nessas pequenas embarcações frearam o seu desenvolvimento.
Monumento ao submarino de Djevetski em Gátchina, na região de Leningrado
Djevetski seguiu trabalhando em novos projetos de submarinos, mas aquele experimento havia antecipado uma solução que acabaria se mostrando fundamental. Com o tempo, a combinação de motores a combustão para navegar na superfície e motores elétricos alimentados por baterias para navegar submerso veio a se tornar a configuração clássica dos submarinos convencionais.
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