O que acontece quando uma pessoa “tira o cinto”?
Essa expressão tem diversos significados: um deles tem a ver com vestimenta e o outro com comportamento.
Antigamente, o cinto era um elemento importante do vestuário. Além de portar a espada nele, também era possível prender uma carteira ali. Se o cinto não estivesse bem firme, a pessoa poderia perder suas economias e, consequentemente, ser conhecida como desorganizada. Outros acreditavam em superstições pagãs associadas aos cintos: supostamente, espíritos malignos podiam prejudicar uma pessoa sem cinto.
Durante muito tempo, essas palavras tiveram apenas conotação literal. Mas, com o tempo, “tirar o cinto” passou a ser usado figurativamente, com o significado de “perder a compostura”, ou “tornar-se desenfreado, impudente e sem restrições”.
Por exemplo, Vladímir Guiliarovski descreveu os gastos desenfreados dos comerciantes de Moscou da seguinte forma: “...eles foram direto para os escritórios, onde imediatamente tiraram os cintos... Caviar granulado foi servido em baldes de prata e esturjões do tamanho de archins [antiga unidade de medida] para sopa de peixe foram levados diretamente para os escritórios, onde foram abatidos…”.
Em português, seria o mesmo que dizer que alguém “perdeu as estribeiras”, enlouqueceu, ou “pirou de vez”.
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