Por que e quem está sendo “estrangulado por um sapo”?
Antigamente, doenças que causavam sufocamento e uma sensação de peso no peito eram chamadas de “jaba” (“sapo”). Por exemplo, a amigdalite ou a difteria eram referidas como “sapo na garganta”, enquanto a angina pectoris era chamada de “sapo no peito”. No primeiro caso, a garganta inchada do paciente e, no segundo, a desagradável tez esverdeada, lembravam o anfíbio. A associação poderia não ser particularmente elegante, é claro, mas a associação fazia certo sentido. Tanto na dor de garganta quanto nos problemas cardíacos, as pessoas experimentam sensações desagradáveis, como se um sapo tivesse realmente sentado sobre o peito ou entalado na garganta. A má fama do sapo também desempenhava um papel importante nessa história, já que rãs e sapos eram tradicionalmente associados à feitiçaria.
Uma versão mais glamorosa atribui a origem da expressão aos rígidos e desconfortáveis colarinhos tipo jabô. Supostamente, a sensação era a mesma, fosse ela causada por um acessório de moda ou pelo apego ao dinheiro.
De qualquer forma, a imagem de um sapo impedindo a respiração livre ao menor sinal de gasto financeiro se mostrou duradoura e passou a ser cada vez mais utilizada. Com o tempo, essa expressão virou uma forma de descrever qualquer pessoa avarenta ou relutante em gastar.
Em português, seria como chamar alguém de “mão de vaca” e “pão-duro”, ou “ficar com dor no coração” de gastar.
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