Como um canadense tentou tomar uma ilha da Rússia
É maior em área do que a Ilha da Zelândia, na Dinamarca, e apenas um pouco menor do que Creta, na Grécia. A vasta e desabitada Ilha de Wrangel está localizada no Oceano Ártico, a 140 km ao norte de Kamtchatka.
Em 1916, o Império Russo reivindicou a ilha como seu território. No entanto, o país logo mergulhou nas profundezas da Guerra Civil, e o Ocidente decidiu reconsiderar sua posse.
A iniciativa foi apresentada pelo explorador polar canadense Vilhjalmur Stefansson. Ele declarou que o Canadá e, portanto, o Império Britânico deveriam tomar a ilha para si. Afinal, ela tinha grande importância estratégica, com potencial para bases de submarinos e aeródromos para aeronaves militares.
Enquanto Londres e Ottawa debatiam a ideia, Stefansson reuniu um grupo de entusiastas – quatro norte-americanos e uma mulher inuíte – e os enviou para a ilha. Em setembro de 1921, eles hastearam as bandeiras canadense e britânica e declararam cerimoniosamente o território parte do Império Britânico.
No entanto, um destino trágico aguardava o grupo – apenas a mulher sobreviveu às duras condições locais. Mesmo assim, Stefansson não desistiu e enviou um segundo grupo de colonos para a Ilha de Wrangel, desta vez composto por um americano e 13 inuítes.
A princípio, os Estados Unidos ficaram indignados com o fato de seus cidadãos estarem hasteando bandeiras estrangeiras. Depois, eles próprios reivindicaram a ilha, já que seus marinheiros haviam desembarcado lá em 1881.
Quando a Guerra Civil Russa terminou em 1922, os diplomatas soviéticos entraram na disputa territorial. Eles alcançaram seu objetivo, e as potências ocidentais foram obrigadas a recuar.
Em agosto de 1924, a bandeira soviética foi hasteada na ilha e todos os colonos, evacuados.
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