Como a Torre Spasskaya do Kremlin de Moscou recebeu esse nome?
Por mais de 150 anos, a Torre Spasskaya (também grafada como Spásskaia) foi conhecida como Torre Frolovskaya – a antiga igreja dedicada aos santos mártires Florus e Laurus ficava nas proximidades. Mas tudo mudou quando o tsar Aleixo Mikhailovitch ascendeu ao trono em 1645. Ele soube dos milagres que ocorriam na cidade de Khlinov e do ícone a ela associado, o “Spasa Nerukotvornogo” (Santo Salvador Não Feito por Mãos). Acreditava-se que ele curava os doentes e restaurava a visão dos cegos. Os surtos de peste eram comuns na época, mas milagrosamente não atingiram Khlinov.
Por ordem de Aleixo Mikhailovitch, o ícone foi transferido para a capital em 1647. O ícone do Santo Salvador Não Feito por Mãos foi colocado na Catedral da Assunção do Kremlin e, posteriormente, no Mosteiro Novospassky (Novo Mosteiro do Salvador, em português), construído especificamente para ele.
Uma cópia foi instalada na Torre Frolovskaya, que passou a ser conhecida como Torre Spasskaya, em homenagem ao ícone. A partir de então, apenas quem estivesse com a cabeça descoberta e a pé tinha permissão para passar por ali.
Ícone do Santo Salvador Não Feito por Mãos no Mosteiro Novospassky
Acredita-se que o ícone milagroso tenha salvado moscovitas em várias ocasiões. Em 1834, durante um incêndio, o ícone foi retirado do mosteiro para ajudar a conter as chamas. Em 1848, em meio a uma epidemia de cólera, curou os enfermos. Em gratidão por sua salvação milagrosa, o ícone foi adornado com uma riza de prata dourada e pedras preciosas.
Portão Spassky visto do interior do Kremlin de Moscou no início do século 20
Após a Revolução de 1917, o ícone do Santo Salvador Não Feito por Mãos desapareceu, assim como a cópia que ficava na Torre Spasskaya. No entanto, outra reprodução segue preservada no Mosteiro Novospassky.
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