Há exatos 64 anos, em 16 de outubro de 1962, começou a Crise dos Mísseis no Caribe

Janela para a Rússia (Foto: Domínio público, Bettmann/Getty Images, DigitalVision Vectors/Getty Images, Anatôli Garánin/Sputnik)
Janela para a Rússia (Foto: Domínio público, Bettmann/Getty Images, DigitalVision Vectors/Getty Images, Anatôli Garánin/Sputnik)
Naquele dia, o presidente dos EUA, John Kennedy, foi informado de que a URSS estava instalando em Cuba mísseis balísticos de médio alcance R-12, capazes de atingir Washington.

Esta foi a resposta da liderança soviética à instalação em 1961, pelos norte-americanos, de mísseis de médio alcance PGM-19 “Jupiter” na Turquia, capazes de atingir Moscou em apenas 10 minutos.

No dia 22 de outubro, a Marinha dos EUA estabeleceu um bloqueio naval a Cuba, e aviões de reconhecimento americanos começaram a sobrevoar a ilha. Os sistemas soviéticos de defesa antiaérea receberam ordens para não interferir.

No chamado “sábado negro”, em 27 de outubro de 1962, uma dessas aeronaves foi abatida, e o mundo ficou a um passo de uma guerra nuclear.

Os assessores de Kennedy e de Nikita Khruschov defendiam ataques preventivos contra o adversário, mas os líderes optaram pela via da negociação. Segundo o acordo, a URSS iria retirar seus mísseis de Cuba e os EUA fariam o mesmo com os seus, na Turquia.

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