Por que o algodão era chamado de ‘ouro branco’ na URSS?
O cultivo e o processamento do algodão formavam a base das economias de repúblicas soviéticas inteiras na Ásia Central, principalmente no Uzbequistão. Além disso, o processo de cultivo e colheita era muito trabalhoso. Portanto, os chumaços de algodão estavam associados a um metal precioso — que também era extraído com trabalho árduo.
O algodão é cultivado na Ásia Central e no Cáucaso desde os tempos antigos, onde as condições climáticas eram favoráveis e existia a agricultura prosperava graças a sistemas tradicionais de irrigação. Após o seu declínio durante a Revolução de 1917, o cultivo do algodão foi reativado durante o período soviético. Na URSS, o algodão se tornou um símbolo de prosperidade não somente nas regiões produtoras de algodão do Uzbequistão, Tadjiquistão, Turcomenistão e Azerbaijão, mas também em todo o país. É por isso que cartazes de propaganda com o tema “algodão” podiam ser encontrados em todos os lugares – de escolas a escritórios de conselhos municipais.
Autor desconhecido. “Pela Independência do Algodão”. Tajiquistão, Stalinabad (Duchambé), início da década de 1930
Semion Malt. “Terminaremos a colheita do algodão a tempo”. Uzbequistão, década de 1930
Varcham Eremian. ”Trabalhe Honestamente!”. Uzbequistão, Tasquente, 1930
Vladímir Tchernichov. “Cada pedaço de terra cultivado para o algodão é um golpe para o sabotador e o oportunista.” Uzbequistão, 1931
Aleksandr Vladitchuk. Rascunho do pôster “Fazenda Coletiva”. Turcomenistão, 1932
Nikolai Kostenko. Rascunho de pôster. Turcomenistão, 1930
Olga Sokolova. Rascunho do cartaz “Vamos dar algodão soviético aos tecidos soviéticos”. Uzbequistão, 1936
Aleksander Nikolaev (Usto-Mumin). Rascunho do cartaz “Todos os homens, colham algodão!” Uzbequistão, década de 1920
Aleksandr Nikolaev (Usto-Mumin). “Todos os homens participam da colheita do algodão”. Uzbequistão, década de 1930
Mikhail Reich. “Para altos índices de colheita de algodão, nosso movimento stalinista”. Uzbequistão, 1936
Mikhail Vorobeitchikov. “Algodão para a Frente”. Uzbequistão, 1942
Konstantin Tcheprakov. “Vamos cumprir a ordem do camarada Stálin”. Uzbequistão, 1949
Conheça mais sobre o culto ao algodão na exposição “Ouro Branco”, que está em cartaz no Museu de Artes Orientais, em Moscou, até 30 de novembro.
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