Há 135 anos começou a construção da ferrovia mais longa do mundo
A Transiberiana é a ferrovia mais longa do mundo e percorre a Rússia inteira, conectando sua parte europeia com o Extremo Oriente do país. Para fazer o trajeto inteiro, é preciso ficar quase sete dias a bordo e percorrer uma distância de 9.300 quilômetros, com 145 paradas.
A construção da Grande Rota Siberiana, como a ferrovia era chamada então, começou oficialmente em 31 de maio de 1891. Durante a cerimônia solene realizada nos arredores de Vladivostok, o herdeiro do trono Nikolai Aleksándrovitch (o futuro imperador Nicolau 2º) despejou o primeiro carrinho de terra sobre o leito da estrada de ferro.
As obras avançaram por um território de dimensões gigantescas: da cidade de Tcheliabinsk, aos pés dos montes Urais, até a costa do Oceano Pacífico. A construção foi realizada simultaneamente a partir de dois lados — do oeste e do leste.
Estação Atchinsk da Grande Rota Siberiana
A abertura da rota exigiu enfrentar condições naturais e climáticas severas, atravessando regiões pouco povoadas ou totalmente desabitadas, taigas praticamente intransponíveis, rios, pântanos e áreas de permafrost. Em diferentes períodos, entre 5.000 e 90.000 pessoas trabalharam na construção da linha.
Os trechos da ferrovia entraram em funcionamento gradualmente, e o projeto foi concluído por completo em 1916. A Grande Rota Siberiana foi conectada à rede ferroviária da Rússia Europeia e, até o colapso do império, ligava a maior cidade no Extremo Oriente russo Vladivostok com a então capital, Petrogrado (atual São Petersburgo). Hoje, o quilômetro zero da Ferrovia Transiberiana fica em Moscou.
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