O que ver na vila-museu Vitoslavlitsi no inverno

Pável Kuzmitchev
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Quando a paisagem de Nôvgorod se cobre de neve, este museu a céu aberto local se transforma. Não é apenas a história que ganha vida, mas o próprio inverno russo. 

Os primeiros moradores do museu

Há muitos séculos, existiu, de fato, uma vila com o mesmo nome neste local. Já na década de 1960, tornou-se um museu a céu aberto de arquitetura em madeira. Hoje em dia, é como entrar em uma máquina do tempo, que transporta os visitantes para uma antiga vila russa. Não é por acaso que entusiastas e cientistas soviéticos costumavam viajar para vilarejos remotos da região de Nôvgorod em busca de construções únicas.

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A primeira coisa que chama a atenção são três antigas igrejas ortodoxas lado a lado, que dão o tom de todo o museu.

São elas: a Igreja da Natividade da Virgem, da vila de Peredki (década de 1530); a Igreja da Assunção, da vila de Nikulino (década de 1590); e a Igreja de São Nicolau, o Taumaturgo, da vila de Vissoki Ostrov (década de 1760). Elas foram cuidadosamente desmontadas, transportadas e reerguidas no museu.

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Na casa dos camponeses

Agora, vamos dar uma olhada dentro das casas. Esta grande ‘izbá’ (casa de madeira) é a fazenda de Maria Ekimova, da vila de Richevo, construída em 1882. Ela foi sua última proprietária e doou a casa ao museu na década de 1960.

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Você sabe como antigamente se determinava a riqueza de uma casa? Pelo estado das janelas e fogão. Por exemplo, na casa de Ekimova, havia nada menos que quatro janelas com molduras entalhadas e o fogão tinha uma chaminé adequada que expelida a fumaça para fora. Isso significa que a casa era aquecida “à moda antiga” (com chaminé).

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O interior recria a atmosfera dos séculos passados: os visitantes podem ver onde as pessoas dormiam, comiam e faziam as tarefas domésticas. Essencialmente, uma família grande vivia em um único cômodo (‘gornitsa’).

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A ‘izbá’ em frente era muito mais modesta, aquecida “à moda negra” (sem chaminé). Esse tipo de “casinha” no telhado era chamado de ‘dimnitsa’ (saída de fumaça) – era simplesmente uma portinhola por onde a fumaça escapava.

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O fato de a casa ser aquecida “à moda negra” é evidente pela fuligem nas paredes e pela portinhola acima do fogão.

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As pessoas viviam assim há séculos, e as bânias (tradicionais saunas russas) eram aquecidas da mesma maneira forma. Em algumas aldeias, essa tradição continuou até o século 20. A bânia abaixo tem pouco mais de 100 anos.

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Água para a aldeia

Esta é uma das “novidades” de Vitoslavlitsi — trata-se de um poço com um ‘vorot’ (guincho). Típicos do norte da Rússia, esses poços são projetados para bombear água de profundidades superiores a quatro metros. 

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Este é um abrigo contra incêndios da vila de Mintsi, do início do século 20.

Essas estruturas eram construídas com recursos da própria comunidade camponesa. Os equipamentos necessários para o combate a incêndios eram armazenados lá dentro, juntamente com um sino. O prédio agora abriga uma exposição.

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Outra igreja notável é a pequena Capela dos Santos Kirik e Iulitta, da vila de Kachira, que data do século 17.

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Nos arredores da vila-museu, também vale a pena conferir a Capela dos Santos Pedro e Paulo, da vila de Gar, também do século 17. Uma cruz memorial ( “cruz-golubets”) à beira da estrada foi erguida ao lado dela. Saiba mais aqui.

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Com sorte, a visita guiada pelo museu será conduzida pessoalmente pela gata Ksiucha, que conhece cada peça em exposição como a “palma da sua pata”.

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