Geadas, neve e magia: o inverno russo pelo olhar de estrangeiros
Damien, Suíça
“Meu primeiro contato com o inverno russo aconteceu em 2021 e fiquei muito impressionado!
Por quê? Porque Moscou, especialmente o centro da cidade, se transformou em um conto de fadas, graças às decorações de Natal e Ano Novo. Fiquei encantado com a feira de Natal na Praça Vermelha. A pista de patinação no gelo, as barraquinhas de madeira, a música tradicional russa e o aroma de vinho quente no ar! Tudo isso criava uma atmosfera de conto de fadas.
“Além disso, dezembro acabou sendo um mês de neve, o que só intensificou a atmosfera mágica. Sim, o tempo estava frio e eu não estava acostumado com tanta geada, mas tudo o que é preciso é comprar uma jaqueta quente e o problema está resolvido!”
William, República Centro-Africana
“Inverno russo… Foi um choque, porém belo. Aprendi a primeira lição logo ao chegar: não importa o quanto eu tentasse me proteger do frio, eu ainda congelava até os ossos! Eu estava congelando mesmo agasalhado da cabeça aos pés e o que me surpreendeu foi que os russos se vestiam com roupas muito mais leves, mas se sentiam confortáveis.
Ao sair do aeroporto, fiquei impressionado com a beleza das paisagens nevadas. A primeira nevasca ofereceu uma visão hipnotizante: incontáveis flocos de neve dançando, envolvendo tudo ao redor em um manto branco. Todos os sons pareciam abafados, cada canto da cidade, suavizado, e o mundo parecia congelar em um sonho cintilante e nevado!”
Juan, Espanha
“Meu primeiro inverno russo começou em fevereiro de 1990. Cheguei ao aeroporto Sheremetyevo-2 e imediatamente senti o primeiro frio enquanto esperava o ônibus para a estação de metrô mais próxima, chamada ‘Rechnoy Vokzal’, pois era isso que os estudantes e aqueles que não podiam pagar um táxi faziam naquela época! Eu não era um turista ‘de luxo’...
Eu me lembro vividamente das minhas primeiras caminhadas pela Praça Vermelha, quando só havia guardas, e o silêncio e a escuridão reinavam; do ritual de tirar o casaco ao entrar no instituto e vesti-lo novamente ao sair, pois levava vários minutos; das caminhadas pelo Parque Izmailovsky coberto de neve e pelas trilhas percorridas pelas pessoas; das poças de neve derretida na entrada da estação de metrô.”
Lucas, Brasil
“Ao chegar, fiquei impressionado com a imensidão nevada: como brasileiro, estava acostumado com dunas de areia, então, me senti como se tivesse aterrissado em outro mundo. Este foi meu primeiro contato com frio de verdade e precisei me agasalhar com várias camadas de roupa para me proteger!
Por outro lado, tive uma recepção incrivelmente calorosa. Também gostei muito da comida local, especialmente batatas, carne e sopas! Esses sabores se mostraram surpreendentemente familiares.
A ordem e a limpeza da cidade, a beleza dos monumentos, o respeito pela história (especialmente pela Segunda Guerra Mundial), bem como a riqueza da cultura e da literatura russas, me impressionaram demais. Já estive na Rússia três vezes e até me casei com uma russa!”
Ali, Síria
“Em 2024, saí do meu país pela primeira vez e viajei para Moscou, uma cidade conhecida por seus invernos rigorosos. Estava deprimido e imaginei que ia passar minha primeira viagem ao exterior perto de um aquecedor, com um monte de remédios e dormindo com várias mudas de roupa!
Quando o avião estava pousando, olhei pela janela e vi uma quantidade assustadora de neve. Imaginei que a qualquer momento a porta do avião se abriria, o ar gelado atingiria meu rosto e meu calvário começaria… Mas isso não aconteceu. Os serviços municipais limpam as ruas, há aquecimento em todos os lugares, e paredes grossas e resistentes impedem que a geada entre nos prédios.
As ruas estavam iluminadas e os prédios pintados em cores quentes, clareando as longas noites de Moscou. Esqueci o frio e comecei a sentir prazer estético com a incrível vida na cidade, as praças espaçosas e as pessoas elegantes.”
Saurabh, Índia
“Cheguei à Rússia no final de setembro. Ainda não era inverno, mas já estava frio demais para mim. Não conseguia imaginar sobreviver em um clima assim.
Durante meu ano preparatório para a faculdade, eu só saía para ir ao supermercado. Só um ano depois, finalmente comecei a passear durante o inverno. Seis anos já se passaram e eu me acostumei com o inverno russo e adoro ir à Praça Vermelha, que fica mágica nessa estação.”
Yunzi, China
“O inverno russo é geada brutal e neve profunda que nunca derrete! É uma chaleira fumegante de samovar e doces que aquecem o corpo e a alma. É borsch e salada de arenque, uma paleta de cores vibrantes no prato. O inverno russo é tão rigoroso que fica gravado na memória para sempre!”
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