O que estava acontecendo na Rússia quando os Estados Unidos declararam sua independência?

Janela para a Rússia (Foto: Capitólio dos Estados Unidos, Domínio público) À esq., “Catarina 2ª recebendo a carta”, de Jan Mioduszevski, 1861; à dir., “Declaração de Independência”, de John Trumbull, 1819
Janela para a Rússia (Foto: Capitólio dos Estados Unidos, Domínio público)
Os russos acolheram com entusiasmo o surgimento dos Estados Unidos e acreditavam que só teriam a ganhar com isso.

Em 4 de julho de 1776, o Segundo Congresso Continental na Filadélfia adotou por unanimidade a Declaração de Independência dos Estados Unidos, que proclamava a separação das 13 colônias britânicas da Grã-Bretanha. Assim, um novo Estado — ainda não reconhecido — surgiu no mapa político mundial.

A imperatriz russa Catarina 2ª soube desses eventos cerca de um mês depois. Ao ter conhecimento, culpou a Coroa Britânica pelo ocorrido e declarou que “a separação das colônias da metrópole não é contrária aos interesses da Rússia e pode até ser benéfica para ela”.

Naquela época, o país se recuperava da devastadora revolta de 1773-1775 liderada por Emelian Pugatchov. Fingindo ser o já morto imperador Pedro 3ª, esse cossaco do Don conseguiu reunir cossacos, camponeses e povos indígenas das regiões dos Urais e do Volga, capturando várias fortalezas e cidadezinhas, mas acabou sendo derrotado e executado.

As autoridades estavam ocupadas reconstruindo as fábricas nos Urais que haviam sido destruídas pelos insurgentes, bem como eliminando os seguidores de Pugatchov. No entanto, para evitar a repetição de uma grande revolta, elas recorreram não apenas a força bruta, mas também à diplomacia e ao compromisso. Em meados de 1776, por exemplo, uma revolta cazaque, liderada pelo chamado “Homem Invisível” (Koktemir), foi sufocada com sucesso por meio de suborno.

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