Lendária equipe russa de acrobacias aéreas ‘Andorinhas’ celebra seu 35º aniversário
A história da equipe começou no aeródromo militar de Kubinka, perto de Moscou, em 6 de maio de 1991, quando fez sua primeira apresentação em um show aéreo. O nome Andorinhas (Стрижи; Strijí, em russo) partiu dos próprios pilotos, que haviam sido recrutados do 234º Regimento de Aviação da Guarda, um dos melhores da Força Aérea Soviética.
Apresentação dos Andorinhas no 4º Fórum Técnico-Militar Internacional “Army-2018”
Em 1992, os Andorinhas se apresentaram no exterior pela primeira vez. Na época, foram convidados para a França para celebrar o 50º aniversário do Regimento Aéreo Normandie-Niemen. No ano seguinte, receberam o título de “Melhor Equipe Acrobática do Mundo” no Salão Internacional de Aviação e Espaço no aeródromo de Jukóvski (MAKS-1993). Desde então, os pilotos já estiveram em 28 países.
Pilotos da equipe de acrobacias aéreas Andorinhas no Aeroporto de Koltsovo
A bordo de caças MiG-29 pintados com as cores da bandeira russa, os Andorinhas executam com maestria uma ampla gama de manobras acrobáticas, incluindo o loop Nesterov, o rolamento e o loop oblíquo. Eles mudam de formação com precisão e harmonia, passando do clássico “peleng” para o “martelo”, "estrela”, “flecha”, “cruz” ou “lança”.
MiG-29 da equipe Andorinhas em um voo de demonstração durante o Fórum Internacional “Army-2020” no aeródromo de Kubinka, na região de Moscou
A manobra “tulipa” é particularmente impressionante: aeronaves em formação cerrada se espalham em modo sincronizado e lançam sinalizadores térmicos – uma espécie de espetáculo pirotécnico. O contorno de uma flor torna-se então visível no céu.
Caças Su-27 dos Cavaleiros Russos e MiG-29s dos Andorinhas durante a parte aérea do desfile militar em Moscou em homenagem ao 71º aniversário da vitória sobre a Alemanha nazista
Os Andorinhas se apresentam com frequência ao lado de outra equipe acrobática nacional, os Cavaleiros Russos, que utilizam caças Su-27. A formação característica de ambas as equipes é o “Diamante Cubano”, nome dado em homenagem ao seu aeródromo de origem, Kubinka. As aeronaves voam em alta velocidade, a baixa altitude e bem próximas umas das outras. Desviar-se mais de meio metro para o lado é estritamente proibido e perigoso.
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