Como os egípcios se tornaram personagens do folclore russo

Criado por OpenAI
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Esses espíritos da água surgiram de uma reinterpretação popular de uma história bíblica.

A lenda do povo faraó no folclore russo é conhecida desde o século 16. Segundo ela, o povo faraó descende dos guerreiros do faraó egípcio — que se afogaram no Mar Vermelho enquanto perseguiam o profeta Moisés e os judeus que fugiam do Egito. Quando as águas se fecharam sobre seu exército, todos os egípcios pereceram, mas não desapareceram sem deixar vestígios; em vez disso, foram transformados em criaturas estranhas com caudas de peixe. Até mesmo seus cavalos se transformaram em criaturas meio cavalo, meio peixe.

A partir de então, essas criaturas amaldiçoadas foram condenadas a habitar a água até o fim dos tempos.

Apesar das aparentes semelhanças, o povo faraó não deve ser confundido com sereias. Sua principal diferença está em suas origens. Enquanto as sereias eslavas são, em sua maioria, mulheres afogadas ou outros espíritos de pessoas “injustamente falecidas” (ou seja, aquelas que morreram de morte não natural), as mulheres faraó são egípcias afogadas.

As sereias russas não têm cauda – em geral, são criaturas bípedes pouco atraentes e potencialmente perigosas para os humanos. Já os faraós são belos — têm cachos loiros e corpo de peixe. Segundo algumas lendas, os faraós têm barbatanas no lugar das orelhas e vozes graves e roucas. Sua imagem é especialmente popular no norte da Rússia, onde a crença neles persistiu por mais tempo do que em outras regiões do país.

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