Por que Pedro, o Grande, queria fazer amizade com os piratas de Madagascar?

Janela para a Rússia (Foto: Bettmann/Getty Images; Domíni público)
Janela para a Rússia (Foto: Bettmann/Getty Images; Domíni público)
Ele imaginava a ilha distante como um maravilhoso El Dorado. A realidade, porém, era bem diferente.

Pedro, o Grande, soube da existência de Madagascar em 1721, por meio do vice-almirante sueco Daniel Wilster, que descreveu a ilha como “um lugar maravilhoso, repleto de riquezas de todos os tipos, onde florescia uma república pirata livre”.

Mas Wilster mesmo jamais havia estado em Madagascar, ele apenas transmitiu ao tsares rumores exagerados que circulavam entre seus companheiros marinheiros. Pedro logo se entusiasmou com a ideia de enviar uma expedição para lá. A ilha também era considerada um ponto de parada na rota para a Índia, com suas valiosas especiarias.

Wilster liderou a expedição e ficou encarregado de estabelecer relações diplomáticas e comerciais com a elite local.

No final de 1723, duas fragatas partiram do porto de Reval (atual Tallinn) em uma longa viagem. No entanto, os grupos tiveram que retornar pouco tempo depois por causa de danos nas embarcações. Pedro não se desesperou e ordenou os preparativos para uma nova expedição. Mas ele acabou morrendo em 1725, e a ilha distante caiu no esquecimento.

Na realidade, a Madagascar da época não valia os esforços nem os sonhos do tsar. Uma frota britânica chegou a explorar a ilha e não encontrou nada de valor, apenas assentamentos dispersos de bandos de piratas empobrecidos.

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