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Por que Tolstói costumava rezar para sua falecida mãe?

Janela para a Rússia (Foto: Fine Art Images/Heritage Images/Getty Images; Museu de Lev Tolstói)
A princesa Maria Volkonskaia, mãe do escritor, era filha de um nobre influente durante o reinado de Catarina, a Grande.

Volkonskaia era muito culta, falava vários idiomas e contava histórias como ninguém. Após a morte de seu pai, severo e cáustico, casou-se com o conde Nikolai Tolstói, que estava falido. Mas o casamento provou ser feliz: o casal teve quatro filhos e uma filha.

No entanto, Maria morreu pouco depois do nascimento de sua filha mais nova — Lev ainda não tinha nem dois anos na época. O escritor não tinha lembranças dela e não havia um único retrato seu na casa (segundo contemporâneos, ela era pouco atraente e se sentia constrangida com isso).

Como resultado, a imagem que ele tinha da mãe foi moldada por histórias de parentes e anedotas familiares. Essa ausência de detalhes concretos permitiu que Tolstói criasse, em sua imaginação, um ideal inatingível, isento de defeitos. Sua mãe virou símbolo de amor absoluto e incondicional.

O próprio Tolstói explicou da seguinte forma: “Ela me parecia um ser tão sublime, puro e espiritual que, durante os anos intermediários da minha vida, enquanto eu lutava contra as tentações que me dominavam, eu sempre rezava para a sua alma, pedindo-lhe que me ajudasse – e essa oração sempre me ajudava.”

Acredita-se que sua mãe serviu de inspiração para duas das personagens mais importantes de Tolstói: a princesa Maria Bolconskaya, de “Guerra e Paz”, e Mamãe, da novela autobiográfica “Infância”.

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